O governo Trump abriu uma investigação de direitos civis contra o Smith College, uma das faculdades femininas mais tradicionais dos Estados Unidos, para apurar se a política de admissão de estudantes transgênero viola leis federais. É a primeira vez que uma instituição exclusivamente feminina entra na mira da atual gestão por esse motivo.
O que está sendo investigado?
A apuração é conduzida pelo Escritório de Direitos Civis do Departamento de Educação. O foco é avaliar se permitir a matrícula de mulheres trans, e seu acesso a dormitórios, banheiros e vestiários, fere proteções legais destinadas a mulheres.
A secretária assistente interina para direitos civis, Kimberly Richey, foi direta na justificativa: segundo ela, uma faculdade exclusivamente feminina “perde seu significado” ao admitir homens biológicos, levantando preocupações sobre privacidade e equidade.
A investigação foi motivada por uma denúncia da organização Defending Education, grupo ligado ao movimento de “direitos dos pais” que já impulsionou outras ações federais semelhantes.
A resposta do Smith College
Localizado em Northampton, Massachusetts, o Smith College afirmou estar ciente da investigação e reiterou seu compromisso com os valores institucionais e com as leis de direitos civis. A instituição aceita estudantes trans desde 2015, mudança que veio após um caso em 2013, quando uma candidata trans foi rejeitada por divergência entre sua identidade de gênero e documentos financeiros.
Hoje, a maioria das faculdades femininas de prestígio nos EUA adota políticas semelhantes. Uma das exceções é o Sweet Briar College, que não admite estudantes trans.
O cenário mais amplo
O caso faz parte de uma ofensiva maior do governo Trump contra políticas de inclusão no ensino. Em 2025, a administração resolveu 30% menos denúncias de direitos civis em escolas em relação ao ano anterior, a maior queda em pelo menos três décadas. Ao mesmo tempo, abriu mais de 40 investigações contra instituições com medidas inclusivas e moveu ações judiciais contra estados como Califórnia e Minnesota.
Segundo dados da Society for Evidence-Based Gender Medicine, cerca de 4,7% dos estudantes universitários americanos se identificam como transgênero.
A decisão final dessa investigação pode redefinir as diretrizes de admissão em faculdades femininas em todo o país, e o debate está longe de terminar.
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