O jornalismo perdeu nesta quarta-feira (6) um dos seus maiores revolucionários. Ted Turner morreu aos 87 anos, e a notícia foi confirmada pela própria CNN — o canal que ele criou e que, de certa forma, criou o jornalismo moderno como conhecemos.
A causa da morte não foi divulgada. Em 2018, Turner havia tornado público o diagnóstico de Demência com Corpos de Lewy.
O homem que não desligava a TV
Nascido Robert Edward Turner III, em 1938, em Cincinnati, Turner começou sua trajetória nos negócios da família, ligados à publicidade em outdoors. Em 1970, comprou uma emissora em Atlanta — e dali em diante, não parou mais.
Em 1980, fundou a CNN, a primeira emissora dedicada exclusivamente à cobertura de notícias 24 horas por dia. A ideia foi ridicularizada por muita gente no início. Mas quando o mundo precisou acompanhar guerras, desastres e crises em tempo real, era para a CNN que todo mundo olhava. O modelo mudou a televisão global de forma irreversível.
Ao longo da carreira, Turner também comandou canais de esporte e cinema, e em 1996 promoveu a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner — um dos maiores negócios da história da comunicação.
Além da televisão
Turner não era só mídia. Foi proprietário de times como o Atlanta Braves e o Atlanta Hawks, marido da atriz Jane Fonda e um dos maiores filantropos de sua geração — doou cerca de US$ 1 bilhão à ONU e dedicou parte significativa de sua vida à causa ambiental.
Um homem que construiu um império, mudou o jornalismo e ainda achou tempo para cuidar do planeta.
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