O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Washington nesta quinta-feira (7) para um encontro com Donald Trump na Casa Branca. O gesto em si já diz muito: depois de meses de atrito diplomático e comercial, os dois países tentam retomar o diálogo.
As imagens do cumprimento entre os líderes antes da reunião no Salão Oval chamaram atenção — o aperto de mão foi mais discreto do que o estilo habitual de Trump com líderes estrangeiros. Depois da reunião, os dois participaram de um almoço bilateral com integrantes das duas delegações.
O que estava em jogo
A pauta era densa. Quatro temas principais dominaram as conversas:
Comércio e tarifas — Nos últimos meses, o governo americano aplicou tarifas sobre produtos brasileiros, gerando tensão entre os dois países. O encontro é visto como uma tentativa de abrir espaço para novos acordos e reduzir os atritos.
O PIX na mira americana — Os Estados Unidos investigam possíveis impactos do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos sobre empresas americanas do setor financeiro. O Brasil defende que o modelo não prejudica companhias estrangeiras e quer evitar sanções.
Facções como terroristas? — O governo Trump pressiona para que o PCC e o Comando Vermelho sejam classificados como organizações terroristas. O Brasil resiste à mudança de classificação e propõe cooperação internacional sem essa designação.
Minerais estratégicos — Os dois líderes também discutiram a exploração de minerais críticos, considerados essenciais para tecnologia e transição energética — um tema cada vez mais relevante na disputa geopolítica global.
Este foi o segundo encontro presencial entre Lula e Trump desde o retorno do republicano à presidência. Os dois já haviam se reunido durante um evento internacional na Malásia. Desta vez, o cenário era a Casa Branca — e o peso da conversa era maior.
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