O que era para ser uma noite de celebração virou um episódio de tensão e debate. Durante o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, realizado na última segunda-feira (4), o ator Lima Duarte, de 96 anos, fez uma fala que dividiu opiniões e rapidamente tomou conta das redes sociais.
Ao relembrar sua juventude, quando deixou o interior de Minas Gerais para trabalhar em São Paulo, o artista narrou dificuldades daquele período — e mencionou que recusou ir a um local por conta da cor da pele das mulheres que trabalhavam ali. A declaração provocou reação imediata ainda dentro do evento.
As artistas Shirley Cruz, Grace Passô e Carmen Luz, também homenageadas na cerimônia, usaram seus próprios discursos para contestar a fala. Carmen Luz foi direta: mulheres negras não devem ser rejeitadas ou desumanizadas.
Nas redes, o episódio se espalhou rapidamente e abriu um debate amplo sobre racismo estrutural e sobre como memórias pessoais — mesmo quando narradas sem intenção aparente de ofender — podem reforçar estigmas históricos que ainda machucam.
No dia seguinte, Lima Duarte divulgou uma nota. Afirmou que sua intenção era retratar as desigualdades de uma época difícil e que não quis ofender ninguém, reforçando que respeita a luta contra o racismo.
A repercussão, no entanto, já estava feita.
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